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Loann

Cantinho do Desabafo

2.914 posts neste tópico

Posts Recomendados

11 horas atrás, Anna disse:

Tô bem mal hj, já chorei horrores. Me sinto meio pra trás na vida, sem muitas perspectivas. É estranho ver pessoas que vc convivia vivendo novas coisas e vc ali, parada no tempo e não tendo condições de fazer algo. Queria muito acertar minha vida acadêmica e o psicológico/emocional no ano que tá vindo daqui 2 semanas mas não quero me iludir pra terminar como nesses últimos 3 anos, só morrendo na praia

 

A força inicial tem que vir de nós mesmo, iguai essas pessoas que 'vemos' tem, pois sem isso ninguém consegue pensar quem dirá, agir.

Parece difícil mas não é, nós somos capazes de tudo quando queremos que nem temos noção qnd deixamos o psicológico tomar conta negativa.

 

"Que nada nos defina, que nada nos sujeite. Que a liberdade seja a nossa própria substância."

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Eu preciso encontrar forças pra falar certas coisas. Não posso ser tão covarde e me esconder pro resto da vida.

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Nem sei se eu deveria estar fazendo isso, mas vamos lá...

 

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ALERTA PARA GATILHO

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Eu não consigo mais ter perspectiva de vida. Me sinto um fracasso, em todos os sentidos. Amoroso, profissional, social, familiar e no meu julgamento pessoal. Mas eu cheguei numa situação que eu sofro por não sofrer, é estranho. Eu me tornei indiferente à maioria das coisas que me afetam, e parece que essa sensação de indiferença é a pior que existe. Nada está bom e nada está ruim.

 

2018 foi uma avalanche para mim, e tenho pensamentos suicidas frequentemente. E eu não sinto mais culpa por isso, pois sei as minhas dores, que provavelmente ninguém mais saiba quais são. Tive "dois rolos" esse ano, um no início do ano de um menino que conheci e conversei cerca de dois meses e meio e queríamos muito ir pra algo sério. Mas quando eu vi que eu não estava preparado para aquilo, no que implicaria eu colocá-lo na minha vida, com minha vida problemática e com meus problemas pessoais, eu simplesmente travei. Travei. Sabe o que você é imaginar as coisas com uma pessoa que se identifica e simplesmente não poder fazer nada? Aí eu optei por não ir em frente e ele ficou arrasado, completamente. Se não me engano a última vez que nos falamos foi dia 10 de abril. O outro não era bem um rolo, mas era uma pessoa que eu pretendia conhecer e ter para minha vida pessoal, mesmo que fosse só uma lembrança, o conheci no final de 2013 na internet e ano passado eu tinha achado que daria para eu conhecê-lo (morávamos em estados diferentes), mas uma série de coisas sempre acontecem comigo quando eu planejava isso e me impediam (ano passado tive que mudar de casa 2x, celular quebrou e por último minha irmã quase faleceu). No meio do ano, eu e esse menino virtual, de uma "amizade colorida" que falamos direito pela última vez, foi próximo a meu aniversário. Ele fez aniversário tem menos de 2 semanas, eu dei parabéns pra ele e ele sequer visualizou. Lembro de uma frase que eu li que não responder uma mensagem também é uma mensagem. Tudo bem, eu entendi. E eu desejo todas as felicidades do mundo à ele. Após tanto tempo, alguém teria que tomar a partida de não tentar mais viver a ilusão. Ao mesmo tempo que fiquei sentido, eu não fiquei, e eu não consigo compreender esse sentimento de "tem que ser assim", porque não sou assim.

 

Bem, o segundo semestre foi um desastre pior ainda, houve agressões na minha família, em que fui obrigado a prestar queixa na polícia. Embora eu não tenha recuado na minha decisão e nem vou, porque acho que fiz a coisa certa, não é só a minha vida que está em jogo. Parei de sair e emagreci quase 10 kg em duas semanas pelo impacto emocional que isso teve (isso pq não peso nem 60 kg)... simplesmente desativei o Instagram, exclui twitter e facebook por mais que eu entre não posto mais nada. Fico sem entrar no whatsapp por dias, sem vontade nenhuma de conversar com ninguém, com meus amigos, sejam pessoais ou virtuais. As poucas pessoas daqui mesmo que tenho em outras redes sabem que sou uma negação para aparecer nas outras redes. Eu não sinto mais prazer de interagir. E também preferi evitar qualquer pessoa de sofrer com algo que possa me afetar, o fardo já é grande demais. 

 

Aí bem, desde setembro, eu fico pensando muito no meu papel na vida, se eu não fiz tudo o que tinha que ser feito, mas cheguei a conclusão que a gente sempre vai ir sem ter cumprido ou feito algo, porque a vida não nos avisa quando devemos partir. Eu vi muitos filmes que falavam de saúde mental, suicídio e também da Guerra Mundial, assuntos delicados que me fazem refletir sobre minha vida. Um dos filmes, que é polonês, chamado Quarto do Suicídio tem uma personagem chamada Sylvia que sempre tinha o desejo de se matar e nunca conseguia. Mas ela era o gatilho para fazer pessoas que tinham alegrias e amavam a vida delas, a se matarem. Isso me pesou muito, e então fiquei com medo de ser a Sylvia da vida real, porque realmente tem pessoas negativas a sua volta que te sugam tanto que logo te dão a vontade de fazer o pior. E isso fez eu me calar mais ainda... pois eu não quero jamais, em hipótese alguma, incentivar alguém direta ou indiretamente à isso. Prefiro fingir sorrisos do que lamentar da minha vida... ás vezes eu não consigo, mas eu tento manter a bola. E uma coisa que eu não posso negar, é que eu tentei. Tentei muito, não só por mim, mas principalmente por pessoas à minha volta. Mas onde eu estou? Eu não sei. O que eu estou fazendo? Eu também não sei... Eu passei a aceitar que não posso controlar tudo a minha volta, mas parece que perdi a autonomia que eu tinha. A pouca, que eu batalhei tanto para conquistar e fugiu assim... é irônica a vida, você batalha tanto, pra perder em dois segundos as coisas. Tudo que eu sei, é que a gente não passa de memórias depois. E isso na verdade não me deixa triste, pra mim chega a ser bom ter uma consciência madura que eu acho que a maioria das pessoas a minha volta não tem. As pessoas estão presas em que pra serem felizes precisam sempre de uma família e amigos - mas elas esquecem que primeiro elas precisam delas mesmas. E esse é o ponto que me faz refletir muito, eu acho que eu não tenho mais a mim. Eu virei uma propriedade das pessoas a minha volta, para se ter dó ou orgulho. A mente nossa é muito complexa. Por favor, não continue porque o que vem a seguir é mais pesado...

 

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No mês de setembro, como eu havia dito, pensei muitas coisas ruins. Fiquei 5 dias sozinho em casa, que não tinha ninguém pra me impedir de fazer nada, mas eu me senti confortável nesses 5 dias, além de ter saído a música da Avril, Head Above Water, que ela fala sobre lutar pela sua vida. Aquilo de alguma forma, me fez refletir e veio no momento certo pra mim. Também era o mês da campanha do setembro amarelo, então essas coisas ficaram martelando na minha cabeça. E eu senti nesses dias sozinho, que eu ainda me amo e amo apreciar a minha companhia. Sem ninguém esperar nada de mais ou de menos de mim. Talvez tenha sido um dos momento mais importantes que eu tive comigo nesse ano.

 

Em novembro, a autoestima deu outra baixa impactante e começou a vir outra avalanche de acontecimentos "próximos". Um colega/conhecido do meu irmão, de 14 anos, se jogou na frente de um carro ou caminhão. Não sei bem os detalhes, porque eu não procuro saber para isso não me afetar mais ainda, mas eu estranhei muito que foi no mesmo dia que eu "planejava" algo. Três dias depois, veio a notícia do desaparecimento do namorado de uma colega minha, no sábado. No domingo, foi confirmado a morte dele por suicídio. O que me impressionou é que esse menino era da cidade que eu fazia faculdade e ainda assim minha mãe soube da morte dele sem eu falar nada. Uma amiga dela havia compartilhado lamentando a morte do jovem. Minha mãe, de curiosidade, foi no perfil desse rapaz e viu que tinha um amigo em comum... não era eu, mas era o meu melhor amigo de infância, que ela também conhece. Depois conversando com meus amigos de faculdade, eles disseram que nossa colega namorada do falecido estava arrasada e postava mensagens muito estranhas. Um dia depois, a namorada havia tentado suicídio também. Ela sobreviveu, mas isso agora está marcado no meu ciclo de amizades, e não por minha causa. Foi muita informação para a minha cabeça, que eu tentei sugar o menos disso possível, pois parecia um efeito dominó. Por que a vida fez um adolescente da idade do meu irmão cometer isso? Por que a vida fez minha mãe saber da morte de um jovem que ela nem conhecia, que tinha quase a minha idade, a fez chorar tanto? Isso tudo é um recado pra mim? Por que a vida está usando essas pessoas para me atingir? A vida dessas pessoas não é tão importante quanto a minha? E volta e meia eu me pego pensando essas coisas... Já tem cerca de 7 anos, que eu tentei não estar mais aqui. Eu lembro que as enfermeiras no hospital diziam o clássico "É falta de Deus", ou então "Tem tanta gente aqui lutando pra manter suas vidas e você querendo jogar a sua boa fora". Por que as pessoas sempre falam essas coisas, sem conhecer a sua história? Sem sequer você tentar falar sobre algo? Por que elas não tem auto questionamento sobre isso? Eu não deixo de concordar com elas em certo ponto, pois talvez a vida que eu tenho, é a que muitas pessoas desejam. Tenho um teto, comida, roupas, coisas que eu sei que muitas pessoas não tem. Mas o lado ruim das coisas que eu passei eu realmente não desejo à ninguém. Ninguém. E essas coisas eu tento esconder o máximo. Eu passei a olhar por outra perspectiva desde então, porque os comentários das enfermeiras sempre ficam indagando a minha mente... não seria mais fácil eu partir em vez daquelas pessoas que estão lutando pela vida? Não seria, Vida? Eu não sei, eu realmente não sei. Eu admiro muito quem luta todos os dias por sua vida e também pela dos outros, mas muito mesmo. Mas preciso reconhecer meu papel. Pesquisei tantas coisas sobre isso de vida, a minha relação comigo, com as pessoas ao meu redor, com o divino, com outro plano espiritual. O budismo e o espiritismo me ajudaram muito a não ter mais essa sensação de culpa. Eu agradeço demais por tais conhecimentos terem me feito tão melhor, e, mais consciente. As doutrinas que essas "filosofias" tem sobre a vida e a morte me parecem muito mais honestas, e, humanas. Que se realmente preocupam com o que as pessoas sentem, e, sofrem. É verdade que a vida é o nosso maior dom, mas não deveríamos viver com qualidade, amando a nós mesmos, ao próximo, à vida que a gente tem? São muitos questionamentos que eu tenho, que eu sequer cogito a possibilidade de achar as respostas de todas elas. Eu aprendi que não preciso saber de tudo. Por muito tempo eu sofri por saber demais, e hoje eu filtro o que eu quero saber ou não. Eu já tive algumas experiências que me disseram que eu tenho um espírito evoluído e maduro. Eu não sei, por alguma razão, eu sinto que talvez seja verdade. Mas o que fazer com isso? Eu não sei. 

 

Enfim, esses dias eu me senti um lixo novamente. Vi hoje o e-mail falando que não fui apto de acordo com as preferências da empresa que poderia me contratar. Continuo afastado dos meus amigos. Continuo não suportando mais ouvir a voz de algumas pessoas próximas. Continuo não desejando um relacionamento amoroso para não embarcar em um mar de ilusões. Continuo não querendo ser responsável por ninguém, a não ser a mim mesmo. Continuo achando que a minha aparência está horrível e sentindo a cada dia que passa, que minha "beleza" irá diminuir, até não ter mais nada. Eu continuo continuando uma vida que eu não sei a que ponto vou levar e terminar. Continuando o quê? 

 

 

 

 

 

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5 minutos atrás, Juliana Gomes disse:

Segue abaixo uma lista de lugares que oferecem assistência psicológica e psiquiátrica gratuita ou de baixo custo:

 

BAHIA

 

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ESPÍRITO SANTO

 

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PARANÁ

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RIO DE JANEIRO

 

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RIO GRANDE DO SUL

 

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SANTA CATARINA

 

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SÃO PAULO

 

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Buscar atendimento psicológico é algo importantíssimo! Dar o primeiro passo é difícil, mas é preciso ao menos tentar e dar uma chance à própria vida. Você não precisa se sentir triste o tempo todo nem conviver com pensamentos suicidas. A sua vida pode ser melhor do que é agora, mas para isso, buscar ajuda profissional é essencial.

 

Repassem o link com a lista nas redes sociais e ajudem a salvar a vida de alguém: https://medium.com/revista-subjetiva/ampliamento-do-atendimento-de-prevenção-ao-suicídio-c23a1e25af08?fbclid=IwAR0YlN-gk2cKKqlSzPGKPqrxgE8sE8Xdpl4w45vyh3Gl2GrFAYrk8LB7jw0

 

Post importantíssimo, acho que podia destacar @LOANN

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É... Estou triste. E não gosto de falar que tô triste. E o mais triste quando você está triste é não ter com quem conversar sobre o porque você está triste. Eu tenho amigos, mas não consigo mais me abrir para eles. A questão do achar que vai incomodar, ou que não vão se importar tanto, etc etc. Tem mais, porém preguiça de escrever. 

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2 minutos atrás, Little J disse:

É... Estou triste. E não gosto de falar que tô triste. E o mais triste quando você está triste é não ter com quem conversar sobre o porque você está triste. Eu tenho amigos, mas não consigo mais me abrir para eles. A questão do achar que vai incomodar, ou que não vão se importar tanto, etc etc. Tem mais, porém preguiça de escrever. 

 

Você quer conversar comigo? Pode recusar se n se sentir bem, n se preocupe

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3 minutos atrás, sycasy disse:

 

Você quer conversar comigo? Pode recusar se n se sentir bem, n se preocupe

Vou chamar na mp, tá bom?

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As vezes eu acho que não tem coisa mais chata, se não tóxica, do que gente com mentalidade vitimista (que sabe que o mundo não tá contra ela mas prefere continuar recebendo simpatia dos outros, que as pessoas falem como ela é guerreira, batalhadora e etc) e fica querendo pagar de justiceiro pra cima dos outros

 

Tem uma pessoa que eu conheço que sempre usa depressão e ansieade como desculpa PRA TUDO desde fugir de coisas importantes a tratar mal os outros e quase todo dia faz uma pity party pra no final todo mundo falar como ela forte e etc, exagera coisas normais do dia tipo alguma pessoa qualquer que te olhou engraçado na rua aí quando alguém quer ajudar mas não diz o que ela quer escutar, parte pra grosseria, bem agressiva mesmo e depois diz que foi a ansiedade ou a depressão, NOJO

 

Hoje eu consegui pegar um gift card de nitro do discord no grupo aí essa pessoa começou a mandar shade dizendo que outra do grupo "merecia mais por causa de tudo o que ela passou", eu fiquei com uma vontade tão grande de falar umas coisas, mas se eu fizesse isso ia ser pior pra mim e lidar com gente que se faz de coitadinha pra depois culpar as doenças dela é tão desgastante porque é que nem falar com uma parede 

 

 

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