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Leonam

Mãe denuncia racismo em livro didático usado em escola particular no Recife

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Atividade pede que os alunos liguem três personagens a suas respectivas profissões. Dos três, o negro é faxineiro

 

A mãe de uma criança de 3 anos, aluna de uma escola particular no Recife, em Pernambuco, denunciou um livro didático por racismo. Na publicação, da editora Formando Cidadãos, um dos exercícios propõe que os estudantes circulem o lar em que as pessoas estão felizes. O enunciado mostra uma família negra triste e outra família, de cor branca feliz, com todos sentados à mesa.

 

Em outra página, a atividade pede que os alunos liguem três personagens a suas respectivas profissões. O aluno deve, então, ligar o único personagem negro, que aparece de vassoura na mão, ao desenho de um corredor em que podem ser vistos também uma pá e um balde. Os outros dois personagens, mulheres brancas, devem ser ligados a uma mesa com computador e a uma sala de aula.

 

A editora rebate as acusações, dizendo que a mulher se concentrou em duas atividades do livro, que, segundo a empresa, tem outros exercícios nos quais personagens negros são "protagonistas".

 

Exercício mostra uma família negra triste e outra família de cor branca feliz

 

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- Desde então, eu tenho de lidar com coisas desagradáveis, com as quais nunca passei na minha infância. Já teve professora que prendia o black da minha filha na escola. Já teve coleguinha discriminando. Agora, teve livro perpetuando o negro sempre na pior representação possível. O negro triste. Feio. Servente. Nunca é o negro médico, professor, advogado - comentou a mãe, em seu Facebook.

 

Mãe diz que ato não é falho

Aline não quis divulgar o nome da escola, mas conta que os filhos estudam numa instituição privada que já está tomando medidas para reverter esse problema no plano de aula dos alunos.

 

- Todo livro tem uma equipe que lê e relê o conteúdo didático que será publicado. Por que isso não foi revisado antes de chegar nas mãos do estudante? É preciso ter noção. Essa publicação é para um público vasto de alunos. Isso não poderia ter passado. Nas escolas particulares também existem alunos negros - defende a mãe.

 

Para Aline, não há problema na profissão de servente, mas ela questiona o motivo dos negros serem sempre representados com as mesmas profissões.

- Não acho certo diminuir o papel do negro. Isso é complicado, principalmente no material didático. É um absurdo. Esse conteúdo é muito usado em várias escolas particulares e nada, até hoje, foi feito. São anos de racismo e não de um ato falho - acusa.

 

Para editora, não há preconceito

Gerente administrativo da editora Formando Cidadãos, Paulo André Cavalcante Leite defende que não há preconceito no livro. Ele informa que o material está no mercado há quatro anos e nunca houve nenhum problema.

 

- O livro não é composto por uma página, a coleção conta com mais de 12 mil páginas, em 148 livros didáticos e literários para crianças de 2 anos até 14 anos. Ela (a mãe) está se pautando em apenas duas atividades. Nesta mesma coleção, existem outras imagens onde o negro é o protagonista da cena, como professora negra e bailarina negra. Se houvesse algum tipo de racismo, com uma obra sendo trabalhada há quatro anos, já teria alguma reclamação - destaca Leite.

 

Na página da editora no Facebook, a editora repudia qualquer tipo de intolerância e preconceito e ressalta que todo o material é bem representativo quanto às etnias.

 

Segundo Paulo, para evitar novos problemas, a editora está reformulando esses dois exercícios da coleção para o ano letivo de 2018.

 

screenshot_5.jpg

 

Fonte: https://extra.globo.com/noticias/brasil/mae-denuncia-racismo-em-livro-didatico-de-escola-privada-em-recife-editora-rebate-21436592.html

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É um caso grave, quando falamos que o racismo é algo cultural, as pessoas fazem chacota, dizendo que é problematização excessiva, basta pegar esse exemplo e inúmeros outros de livros infantis que usam desenho de pessoas negras como algo inferior. Daí essas crianças crescem e fazem que nem a resposta da editora: 'isso é coisa da sua cabeça, nunca tive a intenção de te ofender'

 

Moramos em um país tão racista bicho.

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Que absurdo, gente!

 

Não é possível ter gente falando que é coincidência.

Sempre coincide com os negros, né? Aff

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