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  1. A Pitchfork é tão minuciosa que até o pré-entrevista é toda uma narrativa hahahha Ela tem sido tão honesta consigo mesma nesses últimos tempos. Extremamente feliz com o choque de realidade que ela vem tomando. A New York Times disse que o Caution é uma transição generosa pra uma 'nova Mariah' que vem pela frente
  2. EU AMEI A PARTE QUE ELA FALA DO DEV HYNES ELES PRECISAM DE MAIS MÚSICAS JUNTOSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSS QUE SINERGIA INCRÍVEL
  3. infantil no sentido de ser nostálgico que remete a infância... Não por falta de maturidade no conteúdo kkkk
  4. Nossa, a entrevista da Genius é maravilhosa! Ela tava tão acessível ------- Essa entrevista ressalta o machismo comum da imprensa que estamos acostumados. Como aconteceu na entrevista do The Noite, que o merdão só perguntou sobre roupas para a mulher, enquanto as perguntas mais interessantes ficavam pros homens.
  5. Leia irmã, tem umas revelações interessantes no começo. Ela toca no assunto da infância que muitos fãs suspeitam, de ter sido abusada (?) Mas também fala de coisas boas.
  6. Não, eu postei a review do álbum que saiu umas três semanas atrás. Essa é uma entrevista exclusiva com ela.
  7. @Poncho Desativ. DEMOROU MAIS SAIU AMORE
  8. Gente, deu trabalho traduzir e confesso que não revisei. Devem ter [vários] erros de concordância. Isso é tão enorme que deu preguiça de revisar Mas espero que gostem <3 A Pitchfork quase nunca entrevistas cantoras POP. É algo raro de se ver A ENTREVISTA TÁ MARAVILHOSA! SÓ ME FEZ FICAR AINDA MAIS APAIXONADO PELA FADA DONA DESTA PEQUENA INDÚSTRIA MUSICAL VEM LAMBS @radiatelove @PILLAH @butterfly @AFantômeForXX @matt. @riqs @Miss @sycasy @Team DC @BERGMAN @Fernando @T.T @simon @VitorHugo @Mariah Carey®️ @gustavos @MCarey @Anymore NEW AGE @Felipe Sousa @Dirty Computer @sthan @Diego Marcondes @Ruy @JinMin @Ale @Jota Pê @Bruno. @dan @Letícia. @Oh Agnes @Gilda Mundson F @O + Carat @gregorymurad @Carlos Henrique @sunflower @mateusreb @Dirty Computer @PontoCom
  9. Seguindo o lançamento do seu novo álbum, a lenda do POP discute vida e arte nesta entrevista que revisita sua carreira. É preciso um mutirão para promover um disco, e neste dia, Mariah Carey trouxe pelo menos 10 pessoas consigo para o estúdio Electric Lady, em New York. Tem o seu maquiador, o assistente de cabelo, seu manager, seu publicitário, seu advogado, seguranças e mais um grupo de pessoas que não soube identificar. Mariah está com botas pretas de salto alto, tem o cabelo no estado mais liso que um cabelo pode chegar, tem um par de brincos que emanam brilho de suas orelhas e um sorriso com potência de um Megawatt. Todos estão bem humorados, como um time de futebol vencedor se comportaria em um vestuário no intervalo da partida. Quando as coisas se acalmam, Mariah e eu vamos para uma sala quieta e aconchegante no estúdio para discutirmos sobre música e sua vida. A mãe de dois reclina, pousa seus pés em um puff e pede uma taça de vinho para nós. No meio da conversa, ela novamente pede para que seu manager busque pizza, que ela come feliz com suas unhas pintadas de cor pink. Quando se pensa em Mariah, você provavelmente terá a imagem de uma ‘diva’ intocável vestida de diamantes, porém, ela é acolhedora e se sente relaxada no estúdio, ardente e engajada enquanto conversa sobre o cuidado que ela toma para produzir sua arte. Isto é algo que ela raramente tem a chance de debater, pois neste patamar de fama, sempre a perguntam sobre seus romances e outras futilidades ao invés de sua vida como compositora. Sim, ela é notavelmente famosa há quase 30 anos, e sim, ela alcançou o primeiro lugar na Billboard Hot 100 18 vezes. Mas ela também escreveu todas essas músicas, o que não só foi um negócio sábio, como também foi a chave para a sua consistência. As músicas de Mariah sempre soaram como ‘Músicas de Mariah Carey’ porque elas sempre foram músicas de Mariah Carey. Ela consegue ser sólida mesmo no seu 15º álbum, o Caution, e sua preferência por mid-tempos criam uma constante, mesmo em um mundo que segue a tendência de up-tempos. Ela tem uma percepção incomum de tudo o que combina com sua voz, que parece um raio de sol, e o seu alcance vocal é capaz de atingir notas da sétima oitava e emitir agudos celestiais. Em um clássico de Mariah como “Always Be My Baby”, de 1996, há uma doçura ali impressa, e muitas de suas letras ao longo dos anos invocam uma “fantasia de mel” de “heróis” e “borboletas” e “dreamlovers”. Mas ela também é ótima nos shades “kiss-off”, como ficou claro na canção que abre o album, 'GTFO'. O disco é “cool”, confiante, sexy, sólido e tem seus momentos de destaque – como a suntuosa “The Distance” e a esbelta “Giving Me Life”. "Portrait", o momento de introspecção que Mariah faz questão de ter em todos os álbuns, aponta para os altos e baixos de uma vida vivida no brilho do olhar do público. “Para onde eu vou daqui?” Ela pergunta na música. “Como eu desapareço?” Mas só porque ela pode ser séria, não significa que seu aspecto de diva e sua fragilidade não importem pra ela. Vivemos um tempo em que as celebridades estão ganhando para mostrar o quão real elas são em suas contas de Instagram, mas Mariah tem algo fabulosamente escapista em sua persona. Ela às vezes usa o "nós" quando se refere a si mesma e é uma eterna fonte de GIFS- seja melodramaticamente jogando seus óculos escuros ou com suas proclamações e preferências por palavras como "moment" e "darrrling. E ela sabe disso. A mãe dela era uma cantora de ópera - a definição original de diva - e Mariah me diz que ela se diverte jogando os aspectos exagerados da personalidade enquanto nós assistimos. Ela é uma lutadora, também. Teve seus momentos de pobreza e pais que se divorciaram em uma situação tumultuosa. Como uma criança biracial, ela sempre se sentiu excluída, como se ela tivesse que ser forte e adulta durante a infância. Quando adolescente, ela foi envolvida em um contrato de gravação com a Sony (e seu então ex-marido, Tommy Mottola), que a ajudou a se tornar uma super-estrela, mas restringiu todas as suas liberdades, criativas ou não. Ela precisou de todo o início de sua carreira pra finalmente se livrar deste contrato, sendo o disco de 1997, Butterfly, agindo como uma declaração de liberação. Ela teve que limpar seu próprio caminho várias vezes, inclusive após o fracasso de sua estreia como atriz no filme de 2001, Glitter, e sua trilha sonora. Ela então se recuperou com um dos maiores sucessos de sua carreira, We Belong Together, de 2005. Há duas semanas, ela riu quando a trilha sonora de Glitter saltou para o primeiro lugar nas paradas, depois que seus fãs organizaram uma campanha #JusticeforGlitter. Nesse ponto, parece que até os flops dela são hits. Em uma indústria que constrói suas estrelas mais gloriosas apenas para destruí-las, Mariah ainda é uma fonte confiável de alegria e felicidade para muitos. Ela é uma instalação pop tranquilizadora incorporada em toda a nossa psique - entre visões de velas de aniversário sendo sopradas e cantigas de quarto -, mas ela também é um ser humano aqui bem na nossa frente, uma voz calorosa que sempre soará bem. ENTREVISTA: Pitchfork: Muitas de suas músicas têm uma qualidade infantil, incluindo “8th Grade” neste novo álbum. Por que você sempre volta lá? Mariah Carey: 8th Grade não é uma música feliz. A oitava série foi um dos pontos mais baixos da minha vida. No ano anterior, eu tinha pintado meu cabelo de laranja por engano. Eu depilei minhas sobrancelhas. Eu não tinha roupas. Alguém uma vez disse no corredor para mim na escola: “Ah, ela conseguiu três camisas de brechós.” Era mortificante. Mas isso é porque minha mãe escolheu morar em bairros predominantemente brancos, onde as pessoas tinham mais dinheiro do que nós, e eu não me encaixava lá. Ou em um bairro todo negro quando meus pais estavam juntos; como um casal misto, eles tiveram problemas lá. Então não havia um lugar seguro. Mas a oitava série também era eu dizendo “Oh, meu Deus, eu gosto desse garoto, e ele não gosta de mim. Esse é o fim do mundo! ”Você conhece esse sentimento. Quando estávamos escrevendo essa música, eu tinha essa coisa melancólica em mim e ainda parecia jovem. Como foi sua infância? Foi muito difícil. As pessoas realmente não sabem disso porque eu sempre fui muito vaga, mas fiz alusão a isso em certas músicas. “Close My Eyes” do Butterfly fala sobre isso: “Eu era uma criança desobediente com o peso do mundo que eu mantinha no fundo / A vida era uma estrada sinuosa, e aprendi muitas coisas que os pequenos não deveriam saber”. Coisas intensas aconteceram comigo quando eu era criança, que pessoas que cresceram com dinheiro ou com famílias que não eram completamente disfuncionais nunca entenderão. E então tem o fato de ser biracial em cima disso, e não ter lugar para realmente se encaixar. Você postou uma foto com Colin Kaepernick recentemente, e as pessoas faziam comentários idiotas como: “O que ela sabe sobre isso? Ela é branca.” Quantos anos de atraso. Esse nível de ignorância. Quando você tem um pai negro e as pessoas te chamam de branca, os [realmente] brancos dizem: "Mas o pai dela é negro", é muito difícil. As pessoas não entendem. É realmente um lugar difícil de se colocar. O rádio foi uma fuga do mundo real para você quando criança, certo? Sim! Eu li que você literalmente costumava se esconder embaixo das cobertas com um rádio. Mm-hmm Quando eu era uma garotinha. Quais eram as músicas que eram grandes em sua mente então? Provavelmente algo do Jackson 5. Eu amava o Michael! Antes de você se consolidar, você foi garçonete em Nova York por um tempo, certo? Aos 18 anos, saí de casa e estava morando na cidade. Fui garçonete no South Street Seaport. Acabei ficando com uma garota no Upper West Side. Ela tinha dois colegas de quarto. Era um loft, mas não era o tamanho da mesa de mixagem [ela aponta para o estúdio]. Era metade do tamanho do tabuleiro. Eu tinha que subir no balcão da cozinha para entrar no loft. Pagava US $ 500 por mês por esse pequeno espaço. Você estava festejando em Nova York? Eu não estava festejando. Eu não tinha dinheiro para isto. Você queria ser famosa? Eu queria ser bem sucedida. Eu queria apenas nunca ter que me preocupar com o tapete sendo puxado debaixo de mim. Você perdeu alguma coisa sendo incorporada na máquina pop tão jovem? Eu perdi muitas coisas, mas fui enormemente abençoada com muitas outras coisas. “E eu perdi muita vida, mas vou me recuperar, embora eu saiba que você realmente gosta de me ver sofrer / Ainda assim, eu gostaria que você e eu nos perdoássemos uns aos outros” - isso é “Pétalas”, do Rainbow . Na primeira parte do meu sucesso, fui enclausurada. Eu era como uma Rapunzel em um castelo mantido longe do mundo, então eu não me sentia famosa. Eu apenas senti como, “OK, eu vou lá quando eles me disserem que é hora de ir cantar, e então eu voltarei aqui e sentarei em casa.” O começo da minha carreira foi sombrio, porque eu estava cercada por todos que eram muito mais velhos do que eu, e eu não tinha permissão para me divertir. Os garotos grandes estavam sempre no controle. Então você realmente quis dizer isso em Butterfly, toda a conversa sobre finalmente ser livre. Eu realmente quis dizer isso. Ainda me lembro das sessões e de como eu vivi através da música, porque ninguém estava lá para me dizer: “Você não pode fazer isso de forma criativa. Você não pode se expressar dessa maneira." Eu apenas fiz isso. Eu lutei por isso por tanto tempo. Eu pude trabalhar com o Bone Thugs-n-Harmony em uma música como "Breakdown". Você sempre teve ótimas colaborações em seus álbuns. Como você veio trabalhar com Dev Hynes na nova música “Giving Me Life”? Eu estava sentada com Jay-Z , contando a Jay uma visão que eu tinha para o álbum, e então eu disse: “Existe alguém em quem você possa pensar?” Ele falou comigo sobre Blood Orange, e então eu conheci o Dev e me apaixonei por ele. Eu trabalhei com ele aqui na Electric Lady. Ele veio ao estúdio, e eu fiquei tipo “Eu só quero trabalhar desde o início até a conclusão dessa coisa”. Muitas vezes, produtores ou colaboradores não entendem o que eu quero dizer quando digo que quero estar lá desde o começo. Dev entendeu melhor que ninguém. E assim, até a produção das batidas e da bateria, estávamos trabalhando juntos do zero. Há um som de sintetizador em "Giving Me Life" que é como a minha coisa favorita agora. Apenas ressoou comigo. E foi uma sensação forte no estúdio. Era como alguém tentando se mostrar e não fazer qualquer coisa além de estar imerso na música. Por causa do seu estrelato, é difícil conseguir que as pessoas sejam casuais com você no estúdio? Sempre foi uma luta, mesmo quando comecei a fazer minhas primeiras demos, e ainda não havia contrato de gravação. Eu ficaria tipo, "Você pode pegar as cordas aqui", ou "Você pode fazer a bateria quebrar aqui?" Quando você é uma adolescente trabalhando com o que parecia ser pessoas mais velhas - que tinham 25 ou 30 anos - e era o estúdio deles, eles são as figuras de autoridade. Eu estava produzindo, mas não percebi que isso estava produzindo. O que faz de algo uma música “Mariah” para você? Eu não sei como definir isso. Eu comecei a ser tipo “Oh, eu acho que é muito eu fazer essa parte aí”. Será um la-la-la ou um shoo-do-do ou um da-da-da-da -da. Eu não faço isso para soar como uma música de Mariah, e eu amo colaborar com as pessoas, mas nos raros casos em que eu fiz as músicas de outras pessoas, eu não gostei. Havia uma música da Disney que eu fiz cinco, seis anos atrás chamada “Almost Home”, e eu nunca gostei muito dela. Sem ofensa para quem escreveu, e eu fiz isso porque a Disney queria que eu fizesse isso, mas não me sentia como eu. Algumas de suas músicas se aproximam do meloso - como você sabe como caminhar o ‘bom meloso’? Depois que eu escrevi “Hero”, por um tempo eu fiquei tipo “Ugh, essa música é tão melosa, eu não aguento mais.” Tommy [Mottola] tinha dito, “Oh, tem esse filme, e Luther Vandross, vai fazer uma música, e Gloria [Estefan] vai fazer uma música. Você quer escrever a canção para Gloria? ”Eu disse:“ Legal ”, e então eu saí, fui ao banheiro, voltei, e eu inventei a melodia e a letra - [canta] and then a hero comes along - ao mesmo tempo. Eu acho que não teria escrito essa música para mim. Tem uma grande melodia que na verdade só veio a mim quando eu estava indo ao banheiro. Mas você, claro, acabou gravando você mesmo e é um dos seus maiores sucessos. Como você evita que ele se torne muito traiçoeiro? Não há modulação nessa música. O que importa para mim em Hero é que as pessoas realmente responderam a isso, e muitas pessoas que estavam passando por momentos difíceis sentiram algum alívio com essa música. Eu sabia que era melosa, mas agora, anos depois, vejo como as pessoas em um show respondem a isso mais do que qualquer outra música. Como se sente no corpo, nos pulmões, para acertar as notas que você consegue atingir? É uma coisa muito física. Depende se eu dormi bem, se tive alguns dias de folga, boa umidade. Há muita energia e muito poder nisso. Tudo vem através desta área [aperta sua garganta], do diafragma e vai até aqui [traça uma linha no peito]. Você parece se divertir interpretando o papel da diva. É um personagem? Olha, é parte de mim. Se você vai se arrumar e fazer um show, por que não apenas se divertir e ir até lá? Eu tentei tanto e por tanto tempo que as pessoas soubessem que eu sou uma pessoa real e não essa coisa de diva que eles tentaram criar sobre mim, ou essa pessoa inacessível de anos passados. Mas no final do dia, ninguém se importa. Eles realmente não se importam. Eles sempre vão ter sua percepção de você. Você é muito usada em memes e GIFs. Você vê isso? Alguns deles sim. Você tem que abraçar isso. Mesmo quando você diz a coisa simples, como "I Don’t Know Her" sobre Jennifer Lopez, isso se transforma em um meme irmotalizado. Eu realmente estava tentando dizer algo legal, ou não dizer nada. Eu juro. Como você sobreviveu? Eu pergunto porque muitos dos mega-stars que apareceram um pouquinho antes de você, como George Michael e Whitney Houston, não conseguiram. É realmente um ótimo sistema de suporte e trabalho com pessoas que entendem e tentam criar um bom ambiente. Espero que essas pessoas também entendam que o estresse é realmente um assassino. Você mencionou George Michael. Eu me lembro que antes do meu primeiro álbum, mesmo no colegial, o álbum Faith, eu o escutei e disse: “Eu quero fazer um álbum que cruze todos esses gêneros.” Nós tínhamos muitas coisas em comum em termos de gravadora. Eu me lembro desse jantar que tivemos. Nós dois estávamos conversando sobre coisas realmente difíceis pelas quais passamos. E quando ele faleceu naquele Natal, eu não pude acreditar, porque achei que ele seria capaz de ficar bem. Sempre houve essa ideia no público de uma rivalidade com você e Whitney, e quando você acabou colaborando com ela em “When You Believe”, vocês se tornaram grandes amigas. As pessoas tentaram nos confrontar no começo, e eu entendi isso, mas eu sempre reconheci o quão brilhante ela era como cantora. Quando nos conhecemos e trabalhamos juntas, passamos ótimos momentos juntas. Nós riamos constantemente. Eu não sei, eu sinto que depois disto nos demos bem. Eu só sei que a Whitney que eu conheci era alguém que eu estava ansiosa para sair e me divertir. Ela era real. Você tem alguns dos fãs mais leais do pop, e recentemente eles colocaram a trilha sonora do Glitter no primeiro lugar do iTunes, 17 anos depois de seu lançamento. Você está surpresa com o status cult de Glitter? Eu gosto da trilha sonora de Glitter, mas a evitei por anos. Por quê? Porque isso representou um momento em minha vida em que eles quase me mataram. O que quase te matou? Eu estava deixando a Sony, eu estava lutando todos os dias com meu ex-marido [Tommy Mottola], que ainda administrava a gravadora, e então eu estava em um novo lugar. Nós lançamos o Glitter em 11 de setembro de 2001, e foi um momento muito ruim. O que o fracasso te ensinou? Mm-hmm. Eu não estou brava com isso. Representa um momento. Demorei muito tempo para abraçá-lo, mas agora estou bem com isso. Mas o que parece um fracasso nos olhos do público? Isso é humilhante? Você quer se esconder debaixo das cobertas? Definitivamente, debaixo das cobertas. Eu era um alvo fácil. O filme era horrível, mas havia outras pessoas com filmes piores que ninguém fazia muita questão de humilhar. E eu não acho que as pessoas estivavam prontas para um retorno aos anos 80. Eu estava um pouco à frente do tempo com isto. Eu não sou uma pessoa que pensa que sou melhor que qualquer um, ou maior, ou mais santa, não é nada disso. Depois de tudo isso eu pensei "OK, bem, isso não funcionou, como eu vou ressurgir depois disto?” O que significa sucesso para você agora, com um álbum como Caution? Os tempos mudam. Eu não posso esperar vender 30 milhões, como o Music Box. É tão diferente agora. Sempre foi assim que foi como se eu tivesse que provar algo para mim e para o mundo. Eu tinha que provar que eu era boa o suficiente pra estar viva. Estar viva? Você pensou isso? Sim. Até quando você se sentiu assim? Eu não sei se já parei de pensar nisso. Parece que você está de tão bom humor hoje em dia. Você está? Eu estou quando posso estar. Quero dizer, sempre há coisas estressantes, mas eu amo estar no estúdio. É minha coisa favorita. Eu gravei a maioria dos vocais de Caution em casa em Los Angeles. Eu fiz um estúdio em casa. É pequeno, mas é rosa e com borboletas. É muito fofo, e eu montei em uma sala e trabalhei lá com apenas eu e o engenheiro. E não havia mais ninguém por perto. Há uma linha em "Portrait" que diz: "Ainda sou a mesma criança esperançosa, assombrada por laços rompidos que remetem aos parasitas do passado.” Há uma pessoa em mim que ainda precisa ser fiel à garotinha que tinha muita fé, esperança, crença e ambição. Uma necessidade de continuar criança. E eu tenho que amar o que estou fazendo.
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