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Eric dos Palmares

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Sobre Eric dos Palmares

  • Data de Nascimento 12/05/1992

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  1. Muita gente achou esquisita a escolha de uma artista como Jennifer Lopez para a homenagem do Grammy à era Motown, no domingo (10/2), no Staples Center, em Los Angeles. A cantora, descendente latina, apresentou um medley dançante e cheio de troca de figurinos com alguns dos grandes sucessos lançados pela gravadora Motown, responsável por alavancar artistas negros ao mainstream. A pergunta que ficou foi: “não deveria ser uma cantora negra para fazer esse tributo?”. Seria o lógico. Em entrevista ao Entertainment Tonight, Jennifer Lopez defendeu sua performance: Segundo JLo, o produtor Berry Gordy, da Motown, assim como os produtores da cerimônia do Grammy, ficaram encantados com seu envolvimento na performance. “Eles sabem o quanto fui influenciada por essa música, então foi natural para eles”, disse. Sobre as críticas? “Tudo bem. Eu estou apenas muito honrada e orgulhosa por ser capaz de cantar essas músicas”. O que JLo disse nas entrelinhas foi que música inspira a todos e não só a pessoas negras, que não está presa a isto e que foi seu talento que chamou a atenção para o número apresentado no Grammy e que nisto não há distinções, no entanto a artista multifacetada esquece que apesar de a música em seu sentido mais amplo inspirar a todos, quase sempre é representada por pessoas brancas, mesmo quando trata-se de um legado historicamente organizado pela comunidade negra. Numa tentativa de tornar este assunto privado JLo parece errar rude ao não compreender o espaço restrito de poder que pessoas negras ocupam ainda hoje na indústria, inclusive no próprio Grammy, tornando este problema coletivo. A música tem cor sim, assim como diretores, produtores e toda a gama de profissionais da industria fonográfica, cabe entender em que ponto ela "deixa de ser reconhecida (a cor)" para planificar um discurso supostamente humanitário. Neste sentido a música pode inspirar a todos, mas pelo jeito deve inspirar preferencialmente pessoas brancas ou não negras. Montown era uma gravadora que fazia música não só para negros, mas para todos, no entanto porque não ressaltar que os responsáveis por erguer esse nome em meio a guerra racial nos EUA foram pessoas negras? Talvez fosse importante que os jovens ao redor do mundo entendessem o legado e história que cercavam a Montown. O usuário Dirty computer também nos trouxe uma informação preciosa direto da Pitchforkvio: "nada foi menos cantado ao vivo do que o medley de Jennifer Lopez no tributo a Motown. Lopez é um artista simpática cujas habilidades não são pra isso; foi uma escolha estranha, mas clássica do Grammy, de tê-la como o rosto da performance e receber 75% do tempo de exibição de uma homenagem a uma gravadora que foi projetada como um veículo para artistas negros se lançarem. A única explicação é que, dando-lhe o medley de Motown, eles impediriam que ela estragasse o tributo a Aretha Franklin, que foi cantado por Andra Day, vencedora do “American Idol” - Fantasia, e pela cantora gospel Yolanda Adams, com vocais reais e uma reverência notável". Vídeo da apresentação: https://streamable.com/6vbf5 Fonte da matéria: http://portalpopline.com.br/nao-era-para-ser-uma-negra-jennifer-lopez-comenta-criticas-por-tributo-motown-no-grammy/ Links sobre a história da motown: https://observador.pt/especiais/gloria-os-pecados-da-motown-10-perguntas/ https://rollingstone.uol.com.br/noticia/icone-da-gravadora-motown-smokey-robinson-revela-historias-escondidas-por-tras-de-suas-grandes-criacoes/

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