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Juliana Silva

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  1. 1- Bozonaro disse publicamente (em cima de um palanque, tem vídeo no youtube) que sempre usou toda a cota parlamentar a que fez jus enquanto era deputado; 2 - Cada deputado federal pode colocar até 25 assessores no seu gabinete; 3 - Depois do rolo lá do motorista que ganha R$ 22 mil (e, mesmo com esse holerith gordo, todo mundo deposita dinheiro na conta dele e faz empréstimo ao pobrezinho), ficou claro que quem trabalha para a família Bozonaro no parlamento tem que "doar" parte do salário ao deputado que o contratou; 4 - Suponhamos que cada assessor teve que "doar" R$ 500 ao Bozonaro todo mês, durante 24 anos, inclusive 13º; 5 - Nessa toada, temos que durante a vida de deputado federal do Jair Bozonaro, ele pode ter embolsado R$ 3.900.000,00, só tomando esses caraminguás mensais dos funcionários do gabinete.
  2. Bozonaro ganha líquido R$ 29,6 mil por mês (R$ 24 mil da Câmara e mais R$ 5,6 mil do Exército). Um total de R$ 384,8 mil anuais, contando o 13º. Aí ele vem e diz para o Brasil que emprestou R$ 40 mil pra um cara que ganhou num ano R$ 1,2 milhão. E que o sujeito pagou com 10 chequinhos de R$ 4 mil. E que nem lembra o valor atualizado da dívida e que não registrou a operação em sua declaração de renda. É uma versão ridícula, risível e que dará ensejo à volta da marchinha: "Ei, você aí, me dá um dinheiro aí, me dá um dinheiro aí!" . Se deu para o Queiroz, porque não daria para você ou para mim?
  3. Eu queria entender de onde o brasileiro tirou que o Brasil é um país que "recebe todos os povos de braços abertos". Você já ouviu essa frase? Pois é, eu também! Mas de onde exatamente veio essa porra de narrativa? Os números mostram que o Brasil não recebe mais imigrantes em escala considerável desde o início do século passado, e todo sabemos que estes do início do século não foram tão bem tratados assim. Os fluxos migratórios de lá pra cá, especialmente depois de 1930, são ridículos se comparados aos EUA, Canadá, Austrália e países da Europa Ocidental. Como inventamos uma narrativa de que somos tolerantes à imigração sem receber imigração?
  4. Mais de 8 meses sem s-xo, um minion gostoso fazendo proposta sacana e eu pelo bem da minha pussy recusei.
  5. Olha, até que tô bem e vc como está? Se cair um cheque na sua conta hoje, já sabe, talquei? Vou mandar meu motorista passar aí depois também pq não posso sair de casa em tempos chuvosos.
  6. Estava lendo "Persépolis", HQ da iraniana Marjane Satrapi. Uma das coisas que mais impressionam é a atuação dos "guardiões da revolução", patrulha armada - com assassinatos, tortura, com tudo - em defesa dos valores morais estabelecidos pelo regime fundamentalista. Não assisti a "The Handmail's Tale", a série (derivada de livro de Margaret Atwood) situada num futuro onde as mulheres se tornam servas. Mas consta que a vigilância extrema é um dos componentes dessa Ordem movida a violência e coação. Ou seja: esta nossa humanidade sórdida consegue imitar ou adiantar os piores cenários da ficção. É como se o Alex do "Laranja Mecânica" fosse contratado pelo Estado para dar bordoadas ganhando uns trocados. Claro que estou a citar tudo isso por causa da chegada ao poder, com amplo apoio de massas hipócritas, de gente com esse potencial ao mesmo tempo agressivo e carola. Esses Fiscalizadores de Cu. Gente que diz ficar c-h-o-c-a-d-a com comportamentos alheios, mas apenas para terem espantalhos convenientes. Por poder, portanto. E sadismo. Tem uma cena no "Persépolis" em que ela sai correndo da faculdade para pegar o busão. Os tais guardiões a param e explicam: é que, correndo, a bunda dela chacoalha e pode inspirar, digamos, desejos proibidos. Marjane grita: "Então é só não olhar para a minha bunda!" O que assusta nessa república emergente das bananas (e nesse velho mundão inquisidor) é que as pessoas estão loucas para olhar para nossas bundas e para nossa vida sexual, em nome do desprezo a elas. Tarados pelo suposto combate às taras. Só que tudo como farsa. No limite, essa fúria - esse mix entre Frotas e Damares - desemboca no estilo Magno Malta de fazer política: mandar torturar um inocente, acusado de pedofilia, em nome do combate à pedofilia. Tudo em nome de algo elevado, portanto. Guardiões da liberdade a fórceps. Essa aberração chamada Jair Bozonaro jamais poderia chegar ao poder sem esse desejo das multidões pelo controle e pela alcaguetagem. A gente convive com gente assim, com complexo de síndico, de porteiro recalcado. (Laerte tem personagens ótimos nesse sentido.) É no "Auto de Fé" do Elias Canetti que um porteiro constrói um furinho na parede como um panóptico paralelo. E é isso: essa gente tenderá sempre a querer mais controle, oficial ou paralelo, em nome da Educação Moral e Cívica e da Organização Social e Política Brasileira. São legiões de pessoas com transtornos mentais, guardiões do quinhão diário da própria sociopatia.
  7. "Para a esquerda coerente" Essa esquerda coerente renegaria um homem que enquanto governante compôs sua equipe em 50% de mulheres e em cargos do primeiro escalão? Renegaria também esse homem em questão que tem como base estrutural da sua política econômica o keynesianismo?  Só aqui temos exemplos socioeconômicos que vão muito além de populismo barato e classificações irrisórias.
  8. DIÁLOGOS POSSÍVEIS - Alô.
 - Alô. Flávio? - Sim, quem fala? - Aqui é o Moro. [Silêncio] - Flávio, está ouvindo? - Tô. É que escureceu um pouco minhas vistas. - Bem, Flávio, sabe que serei o responsável pelo COAF, né? - Sim senhor, Seu Sérgio. [Com voz chorosa] - Sabe que receber parte dos salários dos seus assessores é crime? - Sim senhor, Seu Sérgiooo. [Já chorando] - Isso é grave Flávio. [Silêncio] - Flávio? - Tô aqui Seu Sérgio… é que acho que vou desmaiar. - Flávio, eu não tenho outra saída… - Pelamordedeus Seu Sérgio. Não faz isso comigoooo. Eu juro que não vou fazer mais. Buáááááá… - Flávio, não adianta chorar. Tinha que ter pensado antes de cometer o crime. Você sabe que sou imparcial e implacável com inimigos e amigos, portanto, não tenho outra saída. Enxuga essas lágrimas! Te condeno a pedir desculpas. [Silêncio] - Humpf! Desculpa Seu Sérgio. Humpf. - Tá desculpado Flavinho. 

- Jura? - Juro ué. [Moro ouve um baque. Flávio desmaiou. Desta vez de emoção.]
  9. Homem é ser asqueroso, ferra com a mulher e depois ainda vem com esses discursos.

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